Porque vou à rua no dia 15 de março

Cartum político de Benjamin Franklin falando sobre a necessidade das 13 Colônias em se unirem contra Coroa britânica. A legenda pode ser melhor traduzida como "União ou Morte".

Cartum político de Benjamin Franklin falando sobre a necessidade das 13 Colônias em se unirem contra Coroa britânica. A legenda pode ser melhor traduzida como “União ou Morte”.

Como todos sabem, está marcado para acontecer amanhã, dia 15 de março, em ao menos 200 cidades brasileiras, um imenso protesto contra o governo da presidente de Dilma Rousseff. Muitos ali estarão pedindo o impeachment da presidente, caso em que Michel Temer, seu vice, assumiria. Outros tantos irão para exigir a cassação da diplomação de Dilma, caso em que Aécio Neves seria diplomado presidente da república. E, é fato, uns poucos gatos pingados lá estarão para pedir uma intervenção militar, uma vez que acham que não há outra saída. Não quero analisar o mérito dessas demandas, mas apenas declarar os motivos que me levarão a participar dos protestos amanhã.

Eu vou para a rua no dia 15 porque eu não aguento mais.

Não aguento mais sentir no bolso, todos os dias, o fardo pesado da inflação, que devora o dinheiro que ganhamos com o suor do rosto em virtude de políticas econômicas desastrosas, puramente ideológicas e completamente descoladas da realidade brasileira e internacional.

Não aguento mais a ineficiência governamental brasileira – que, ao invés de algo “passageiro”, parece ser a própria razão de ser do governo –, uma ineficiência construída meticulosamente ao longo de décadas e que, nos últimos 12 anos, se agravou além de qualquer limite tolerável.

Não aguento mais ver o meu dinheiro, e o dinheiro de tantas e tantas outras pessoas, sendo arrancado pela cleptocracia petista para tantos esquemas de corrupção – que, ao invés de terem o enriquecimento ilícito como fim (algo corriqueiro no nosso País), têm como objetivo burlar o próprio sistema político brasileiro, suas instituições, seus valores, enfim, a própria ideia de democracia.

Não aguento mais a falta de perspectiva diante de uma crise alimentada, com devotado esforço, por um governo estruturalmente obeso, de claras inspirações totalitárias, que almeja controlar todo e cada âmbito da vida do cidadão.

Uma frase que foi imortalizada por Platão (de acordo com o filósofo Olavo de Carvalho) define muito bem onde me encontro nisso tudo: “Verdade conhecida é verdade obedecida.” E a verdade é que todas as mazelas pelas quais estamos passando não são circunstanciais, nem passageiras: elas são a consequência necessária de um projeto de poder desumano, um projeto de poder que o PT constrói desde muito antes da primeira eleição de Lula. Como ex-membro do PT, eu tenho plena consciência disso. E a força dessa verdade me impele, quase me constrange a me expressar, a me revoltar, a sair às ruas e gritar, a plenos pulmões, que esse projeto de poder deve ser destruído.

Conheço muita gente que não vai aos protestos por medo. Medo de que o PT e seus sicários estarão lá, provocando algum tipo de enfrentamento, ameaçando a integridade física daqueles que, como eu, querem exercer seu sagrado direito de se rebelar contra um governo injusto. A essas pessoas, só tenho a oferecer as palavras de um homem que, apesar do medo, enfrentou todos os seus demônios e venceu:

Nunca desista. Nunca desista. Nunca, nunca, nunca – em nada, grande ou pequeno, no muito ou no pouco – nunca desista, exceto a convicções de honra e bom senso. Jamais se curve à força. Jamais se curve ao poder aparentemente esmagador do inimigo. (Winston Churchill)

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