PT, o Partido dos Temerosos

Reunião da Comissão Executiva Nacional do PT em 30 de março. (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Reunião da Comissão Executiva Nacional do PT em 30 de março. (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

O Partido dos Trabalhadores promoverá, entre os dias 11 e 14 de junho, o seu 5º Congresso Nacional. O evento acontecerá na cidade de Salvador (BA). Com o intuito de colher os posicionamentos de suas tendências internas e seus respectivos quadros, a Comissão Executiva Nacional do PT se reuniu no dia 30 de março com os presidentes estaduais do partido. A reunião também contou com a presença do ex-presidente Lula, e foi convocada através de circular do Diretório Nacional do PT a todos os militantes, datada de 27 de março (veja aqui).

A tática que se viu em curso foi a mesma de sempre: alegar que o partido está sofrendo uma tentativa de criminalização por parte da direita raivosa. O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou: “A orientação agora é irmanar os partidos de esquerda, voltar às nossas bases, ampliar o diálogo, fazer mobilizações, combater o ódio com argumentos, reaproximar os intelectuais.” Na mesma oportunidade, os diretórios regionais e a juventude do partido emitiram comunicados que foram feitos no contexto da reunião da Executiva Nacional e com vistas a pautar o 5º Congresso Nacional.

A já mencionada circular do dia 27 de março afirma categoricamente que “o Partido dos Trabalhadores é chamado a aprofundar as mudanças iniciadas pelos governos Lula e Dilma e a defender o projeto democrático, popular e socialista que orienta nosso partido ao longo destes 35 anos de história”. O manifesto dos diretórios regionais (veja aqui) defende que “caberá promover um reencontro com o PT dos anos 80” para que o partido “retome sua radicalidade política”. A JPT, a juventude do partido, sentencia (veja aqui): “É necessário que revigoremos o espírito de lutas da militância, reafirmando nosso compromisso histórico com o projeto socialista.”

Além desses documentos, há um extenso caderno (veja aqui) de teses colhidas das tendências internas do PT para serem discutidas no 5º Congresso Nacional do partido. Todas, absolutamente todas apontam, como solução para o profundo desgaste que o PT sofre, a retomada dos princípios fundacionais do partido e de sua original radicalidade político-ideológica. Ou seja: resgatar o que está contido na Carta de Princípios (veja aqui), de 1º de maio de 1979, e no Manifesto de Fundação do PT (veja aqui), de 10 de fevereiro de 1980.

A Carta de Princípios é bastante clara ao declarar que “não há socialismo sem democracia nem democracia sem socialismo”. Por mais banal que uma frase como essa seja, ela representa uma importante chave de interpretação de toda declaração feita pelo PT e seus integrantes. Cada vez que o PT se pronuncia sobre “aprofundar a democracia”, o que se quer, obviamente, é o aprofundamento do socialismo. Nesse sentido, o que o PT almeja – e declara sem receios, ainda que veladamente – é estabelecer no Brasil o mesmo aprofundamento “democrático” que se observa em países como a Venezuela, que tem no poder um tiranete que não teme em prender, sequestrar, torturar e assassinar seus opositores. Nada disso é invenção. Nada disso é teoria da conspiração. A coisa toda é cristalina e está devidamente documentada. Basta ler os documentos oficiais do próprio partido.

Uma coisa é certa: o Partido dos Trabalhadores está com medo. Depois de um governo que está em seu 13º ano, seu projeto de poder, mantido à custa do sangue e do suor de milhões de brasileiros, está ruindo. Isso também permeia todos os documentos aqui mencionados. Tudo indica que a situação do País como um todo piore consideravelmente em um breve espaço de tempo, e que essa piora acontecerá, em grande parte, em meio às desesperadas tentativas do PT em se manter no poder. É evidente que a atuação do partido será cada vez mais radical, dentro e fora do governo.

Aqueles que lutam para enterrar de vez esse projeto totalitário de poder não podem se dar o luxo de esmorecer diante da magnitude das batalhas que ainda estão por vir. E, se quisermos buscar uma inspiração, sugiro-a na figura do nunca suficientemente citado Winston Churchill: “Se você estiver atravessando o Inferno, continue em frente!”

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