Multiculturalismo, atalho para a barbárie

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Sexta-feira 13 tem a fama de ser um dia de azar. As explicações do porquê são as mais variadas. Os supersticiosos redobram sua atenção, cobrem-se de cuidados, tudo para evitar serem atingidos pela má sorte do dia. Ontem foi uma sexta-feira 13. E o que vimos acontecer em Paris não tem nada a ver com azar, com má sorte, com qualquer confluência não-ordenada de situações ruins que culminam em tragédia. Muito pelo contrário. Continuar lendo

A Intentona coroada – e todos somos seus súditos

Propaganda soviética de 1922. Em destaque: “Vida longa ao 5º aniversário da Grande Revolução Proletária de Outubro!”

Propaganda soviética de 1922. Em destaque: “Vida longa ao 5º aniversário da Grande Revolução Proletária de Outubro!”

O dia 9 de novembro marca o aniversário da queda do Muro de Berlim. Por anos, esse muro foi a materialização de uma realidade que se tentava manter oculta para o resto do mundo – a adoção deliberada de repressão, patrulhamento, escassez, fome, perseguição e extermínio como políticas de Estado nos países comunistas. As notícias enviadas do outro lado da Cortina de Ferro eram aterradoras. Os vinte e seis anos da queda desse muro da vergonha deveriam ser motivo para manter viva a memória de todas as tragédias, coletivas e particulares, provocadas pelo Comunismo. Mas há quem prefira, ao contrário, louvar a ideologia mais mortífera do século XX. Continuar lendo

A grande ruína, 26 anos atrás

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Günter Schabowski e Harald Jäger não são nomes particularmente conhecidos no Brasil. Poucas pessoas devem saber que Günter era um oficial do Partido Socialista Unificado da Alemanha (SED, Sozialistische Einheitspartei Deutschlands), o partido que governava (ou melhor, dominava) a Alemanha Oriental, e que Harald era tenente coronel da Stasi, a polícia secreta daquele país. No entanto, o dia 9 de novembro é uma excelente ocasião para conhecer mais sobre Schabowski e Jäger. O motivo? A queda do Muro de Berlim. Continuar lendo

Uma boa mãe apóia um bom aborto

Mãe segurando o filho. Detalhe de desenho de J. C. Leyendecker.

Mãe segurando o filho. Detalhe de desenho de J. C. Leyendecker.

Não conheço Rita Lisauskas. Fiquei sabendo de sua existência através de um blog no site do jornal O Estado de S. Paulo intitulado “Ser mãe é padecer na internet”. Para seu último texto do blog, Rita escolheu uma bela manchete: “Sou mãe e a favor do aborto”. Curioso. Resolvi ler o texto, (in)felizmente. E, após ter me deparado com uma porção considerável de afirmações perigosas, para dizer o mínimo, resolvi escrever um punhado de comentários. Eles estão abaixo em itálico, e se referem sempre aos grifos em vermelho que fiz ao texto original. Continuar lendo

As 7 maiores mentiras sobre o PL 5069

Normal Rockwell, The Gossips (1948).

Normal Rockwell, The Gossips (1948).

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados reuniu-se no dia 21 de outubro para a discussão do Projeto de Lei nº 5069/2013, que visa a melhorar o atendimento a mulheres que foram vítimas de violência sexual e dar-lhes melhor assistência médica, social e psicológica, especialmente em caso de gravidez. A aprovação do PL 5069 causou verdadeiro alvoroço no meio progressista, que reagiu inventando, distorcendo e mentindo sobre o projeto de lei. De modo a tornar as coisas mais claras, resolvi elencar as mentiras mais repetidas e explicar o que se esconde por trás delas. Continuar lendo

Beauvoir, Foucault e as crianças cozinheiras

sexual revolution

O termo “cultura do estupro” é uma das vedetes da mídia e dos luminares de Terra Brasilis. Os seus pressupostos são muitos, de modo que, por haver textos mais bem detalhados sobre isso em outros lugares, não serão tratados aqui de maneira pormenorizada. A “cultura do estupro” é utilizada para explicar a ocorrência de determinados comportamentos que, a bem da verdade, tem se tornado cada vez mais encontradiços em nossa sociedade. Ainda que os “especialistas” acertem na preocupação quanto a esses comportamentos, as premissas das quais partem são equivocadas.

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A adorável Madame de Beauvoir

Simone de Beauvoir e seu companheiro, Jean-Paul Sartre.

Simone de Beauvoir e seu companheiro, Jean-Paul Sartre.

Simone de Beauvoir não é um nome que seja muito conhecido de alunos do ensino médio. Bom, na verdade, não era até esse fim de semana. Graças ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), milhões de alunos do ensino médio agora sabem que existe uma Simone de Beauvoir, que escreveu um livro chamado “O Segundo Sexo”, que “contribuiu para estruturar um movimento social” que trabalhou na “organização de protestos públicos para garantir a igualdade de gênero” (palavras da prova do ENEM). Que linda, essa coisa de lutar pela igualdade de gênero, não é mesmo? Bom, talvez não.

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